A escolha do projeto recifes artificiais se baseou na principal justificativa: coibir a pesca predatória de embarcações de arrasto, tresmalho e cerco na área da Resex Marinha (foto ao lado).
As seis reuniões feitas até o momento foram palco de importantes decisões, tomadas junto com a SOMA e a OGX. Uma delas é que as estruturas que oferecem a melhor solução são os inibidores, que podem ser produzidos com diferentes tipos de materiais. Trilhos de trem são um exemplo e deverão ser usados no caso de Arraial.
Na reunião do dia 11 de maio, com a comissão, estava presente Marcelo Viana, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que relatou a experiência da comunidade pesqueira de Saco do Mamanguá, em coibir a prática de arrasto na região, mas com outros tipos de inibidores. Marcelo contou sobre todo o histórico da conquista, inclusive que foram os próprios pescadores que construíram e instalaram as estruturas.
Um outro grande momento da reunião foi a definição da área prioritária para a implantação dos inibidores, que consiste em um polígono na Praia Grande, sendo uma intersecção das áreas de pesca das embarcações de boca aberta com as áreas utilizadas pela pesca predatória.
Agora, a comissão continua os contatos e pesquisa de mais estudos sobre o ambiente para preenchimento do formulário de entrada do licenciamento no IBAMA em relação aos inibidores. Além disso, irá se debruçar sobre o Plano de Uso da Resex, para melhor entender como se dá a gestão de uso da área, quais as normas vigentes e como pode ser possível incluir a questão dos inibidores no Plano.
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