terça-feira, 1 de março de 2011

VOCÊ SABIA?

O papel das Cooperativas de Pesca


Cada vez mais, o trabalho em grupo baseado na união de pessoas em prol de um objetivo comum é fundamental para o fortalecimento de gente da classe trabalhadora. Quando esse objetivo comum for uma atividade econômica, a cooperativa é uma boa opção para reunir um grupo voluntário. Com o mesmo interesse, sem fins lucrativos, cada indivíduo contribui com bens em forma de produtos ou serviços para o fortalecimento da organização dos participantes. 

O cooperativismo na pesca tem como alvo organizar a produção e comercialização dos pescadores. Ele serve também para a conscientização política e social da classe pesqueira, através de uma gestão organizada e transparente. Desta forma, o papel das cooperativas é de organizar economicamente a classe, suprindo os elos da cadeia produtiva da pesca e aumentando as oportunidades de geração de renda e trabalho para os pescadores e seus familiares. Para isso, uma entidade com cooperados é essencial para que os pescadores busquem um preço justo pelo pescado que capturam, crescendo profissionalmente e adquirindo maior valor e poder aquisitivo. 

Outra vantagem de uma cooperativa de produção pesqueira é a possibilidade de melhoramento da estrutura física de apoio como locais de desembarque, fábricas de gelo, câmaras de armazenamento e estocagem, caminhões frigoríficos, etc. A exemplo disso, a cooperativa de São Sebastião (SP) teve seu espaço físico cedido pela prefeitura do município, em regime de comodato, válido por cinco anos. Isto permitiu que a cooperativa realizasse outros investimentos e benefícios para os associados como a venda direta com qualidade ao consumidor e ao CEASA, realização de cursos e a segurança de preços mais justos dentro da cadeia produtiva. 

A Cooperostra de Cananéia, no Estado de São Paulo, é outra entidade de referência por seus 13 anos de atuação no cooperativismo. Através de organização, diálogo e muito empenho dos pescadores associados, a Cooperostra conseguiu valorizar o preço da ostra, do pescado e do marisco na região, expandindo sua clientela a outros municípios como São Paulo e Baixada Santista. 

A contrapartida dos pescadores é muito trabalho de organização voluntário no começo, paciência com quem pensa diferente, criação de regras e objetivos comuns, além de desenvolver a confiança e os mecanismos de controle para que tudo ande bem. 


Para informações sobre cooperativismo no Brasil, clique nos links abaixo: 







Abaixo, informações sobre as cooperativas de pesca de Vila Velha e São Sebastião: 





Confira a seguir a matéria sobre o Cooperostra no Jornal Rede de Notícias: 

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